
O que lhe vem a mente ao olhar esta foto ao lado?
Não conheço ninguém que não tenha julgado mal num primeiro momento. Mas o que mais lhe chamou a atenção? A gordura? O topless? O biquine "enfiado"? Os três juntos? E se fosse uma típica panicat, você pensaria o mesmo? E se fosse você, gordinha? Polêmico.
Falar mal dos outros vai além de uma questão de falta de educação, de caráter ou de bom senso. Diria que falar mal dos outros é necessário (óbvio que dentro das devidas proporções). Quem nunca? O que está em pauta aqui são as questões que envolvem moral e ética.
Antigamente, a moral tinha um peso muito maior na educação das pessoas, dava-se muita importância para a etiqueta, o que nos faz pensar que falar mal do próximo é um comportamento que tem aumentado de frequência atualmente. No entanto, o fato de essas pessoas terem sido educadas para tanto, não significa que tal comportamento não ocorresse. Na verdade, eles apenas estavam escondidos por detrás da elegância. Além do mais, estas pessoas podiam até não se expressar em palavras, mas você acha mesmo que elas não pensavam algo ruim a respeito do próximo? Quem nunca criticou alguém na imaginação?
Hoje em dia, com o direito à liberdade de expressão, com as redes sociais facilitando a boa e a má comunicação, este hábito tornou-se mais evidente e, por vezes, nós mesmos nos pegamos criticando alguém (não é mesmo Cibele?). Psicologicamente falando, uma crítica aqui e outra ali, faz bem pro ego e pra saúde mental, e eu vou explicar o por quê.
Primeiramente, todos nós possuímos uma “Sombra”: temos qualidades que não gostaríamos de ter, que não aceitamos em nós mesmos – seja uma agressividade reprimida, uma vergonha, uma culpa, uma dor. É como se por trás de nossa personalidade evidente, tivéssemos uma outra que se manifesta em circunstâncias específicas e depois nos faz pensar “Eu fiz mesmo isso? Eu disse mesmo aquilo? Eu agi mesmo dessa maneira?” ou “Não era eu! Eu saí de mim!”. Ou seja, somos imperfeitos, e é esta qualidade que nos torna humanos.
Além disso, trazemos conosco desde o nascimento alguns mecanismos de defesa psicológicos, ferramentas as quais protegem nosso consciente de sentimentos e sensações que podem ser devastadoras. Um deles é chamado de “Projeção” que, como todo mecanismo de defesa, tem o intuito de nos proteger de nós mesmos. Assim, por natureza, nós projetamos no próximo alguns sentimentos e emoções que são nossos, porque aceitá-los como nossos às vezes é muito difícil pra psique.
Sabendo destes conceitos da Psicologia, te digo que sentir culpa ao criticar o outro é mais um sinal de alerta do que um ato de repúdio, principalmente se isso for um hábito. As pessoas mais infelizes que conheço não conseguem passar um dia sem falar mal de alguém. Falar mal do peso de alguém, significa que algo em sua própria imagem lhe incomoda; falar mal do relacionamento de alguém, lhe faz pensar que existem relacionamentos piores do que o seu; falar mal de quem quer que seja, lhe dá a falsa sensação de que você é melhor que ela; e por aí vai. Lembre-se sempre que são suas frustrações projetadas em outras pessoas. Freud já dizia “Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo!”.
No mais, lhe digo: psicologicamente falando, “falar mal” é natural e faz bem - é natural porque somos sombrios, e faz bem porque projetamos este defeito no outro, tirando de nós o peso que é ser imperfeito; moralmente falando, não é saudável porque alguém sai machucado nesta história. Portanto, falar mal é, sobretudo, uma questão de bom senso, pois seria um egoísmo pensarmos apenas no bem do nosso próprio ego, na medida em que ferimos o ego do próximo.
Quanto à moça da foto, se você se incomodou com a presença dela, significa que ela foi capaz de ativar algum complexo seu, alguma inquietação, sinal que você talvez precise de uma terapia. Ela não está nem aí pra o que você pensa, está feliz da vida. Ela sim, já recebeu alta! :)
Não conheço ninguém que não tenha julgado mal num primeiro momento. Mas o que mais lhe chamou a atenção? A gordura? O topless? O biquine "enfiado"? Os três juntos? E se fosse uma típica panicat, você pensaria o mesmo? E se fosse você, gordinha? Polêmico.
Falar mal dos outros vai além de uma questão de falta de educação, de caráter ou de bom senso. Diria que falar mal dos outros é necessário (óbvio que dentro das devidas proporções). Quem nunca? O que está em pauta aqui são as questões que envolvem moral e ética.
Antigamente, a moral tinha um peso muito maior na educação das pessoas, dava-se muita importância para a etiqueta, o que nos faz pensar que falar mal do próximo é um comportamento que tem aumentado de frequência atualmente. No entanto, o fato de essas pessoas terem sido educadas para tanto, não significa que tal comportamento não ocorresse. Na verdade, eles apenas estavam escondidos por detrás da elegância. Além do mais, estas pessoas podiam até não se expressar em palavras, mas você acha mesmo que elas não pensavam algo ruim a respeito do próximo? Quem nunca criticou alguém na imaginação?
Hoje em dia, com o direito à liberdade de expressão, com as redes sociais facilitando a boa e a má comunicação, este hábito tornou-se mais evidente e, por vezes, nós mesmos nos pegamos criticando alguém (não é mesmo Cibele?). Psicologicamente falando, uma crítica aqui e outra ali, faz bem pro ego e pra saúde mental, e eu vou explicar o por quê.
Primeiramente, todos nós possuímos uma “Sombra”: temos qualidades que não gostaríamos de ter, que não aceitamos em nós mesmos – seja uma agressividade reprimida, uma vergonha, uma culpa, uma dor. É como se por trás de nossa personalidade evidente, tivéssemos uma outra que se manifesta em circunstâncias específicas e depois nos faz pensar “Eu fiz mesmo isso? Eu disse mesmo aquilo? Eu agi mesmo dessa maneira?” ou “Não era eu! Eu saí de mim!”. Ou seja, somos imperfeitos, e é esta qualidade que nos torna humanos.
Além disso, trazemos conosco desde o nascimento alguns mecanismos de defesa psicológicos, ferramentas as quais protegem nosso consciente de sentimentos e sensações que podem ser devastadoras. Um deles é chamado de “Projeção” que, como todo mecanismo de defesa, tem o intuito de nos proteger de nós mesmos. Assim, por natureza, nós projetamos no próximo alguns sentimentos e emoções que são nossos, porque aceitá-los como nossos às vezes é muito difícil pra psique.
Sabendo destes conceitos da Psicologia, te digo que sentir culpa ao criticar o outro é mais um sinal de alerta do que um ato de repúdio, principalmente se isso for um hábito. As pessoas mais infelizes que conheço não conseguem passar um dia sem falar mal de alguém. Falar mal do peso de alguém, significa que algo em sua própria imagem lhe incomoda; falar mal do relacionamento de alguém, lhe faz pensar que existem relacionamentos piores do que o seu; falar mal de quem quer que seja, lhe dá a falsa sensação de que você é melhor que ela; e por aí vai. Lembre-se sempre que são suas frustrações projetadas em outras pessoas. Freud já dizia “Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo!”.
No mais, lhe digo: psicologicamente falando, “falar mal” é natural e faz bem - é natural porque somos sombrios, e faz bem porque projetamos este defeito no outro, tirando de nós o peso que é ser imperfeito; moralmente falando, não é saudável porque alguém sai machucado nesta história. Portanto, falar mal é, sobretudo, uma questão de bom senso, pois seria um egoísmo pensarmos apenas no bem do nosso próprio ego, na medida em que ferimos o ego do próximo.
Quanto à moça da foto, se você se incomodou com a presença dela, significa que ela foi capaz de ativar algum complexo seu, alguma inquietação, sinal que você talvez precise de uma terapia. Ela não está nem aí pra o que você pensa, está feliz da vida. Ela sim, já recebeu alta! :)