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Hoje eu me peguei assistindo ao Programa Bem-Estar e lá estavam eles falando de exclusão contra o público obeso. Eu sei que não sou mais gorda, mas psicologicamente falando, não consigo me desvincular dessa imagem e sempre acabo defendendo esta causa.
Ao longo do programa, eles trouxeram uma sessão de fotografias que mostrava como essa discriminação acontece e como o olhar das pessoas às vezes consegue ser tão cruel quanto um comentário. Pouca gente sabe, mas essa violência tem nome: Discriminação Estética - que não por acaso é o tema do meu TCC. Segue então um trechinho.
"A busca pela beleza é um tema tão presente no dia-a-dia das pessoas que crianças, adolescentes e adultos interiorizam e reforçam estes conceitos, os quais pões em risco a convivência social harmônica e digna com quem parece diferente. Isso gera discriminação e exclusão destes indivíduos - a chamada Discriminação Estética. As vítimas normalmente são pessoas que fogem do padrão de aparência aceito por uma determinada sociedade. Somos bombardeadas por imagens e modelos de beleza nos veículos de comunicação. Todas estas informações invadem nosso subconsciente e, lentamente, vão ocupando um lugar de referência, tendo em vista que o mundo e as imagens que nos cercam são parâmetros que observamos, selecionamos, adotamos ou rejeitamos para formar nossa própria subjetividade.
No entanto, sabe-se que nem sempre é possível ir de acordo com
os padrões, e àqueles que não conseguem
alcançar o padrão desejado, em geral sofrem muito, pois não correspondem à
expectativa da sociedade. Surge então uma relação de olhar e ser olhado,
agradar e ser agradado. Consciente ou inconscientemente, a auto-imagem muda,
dependendo da aceitação e julgamento que os outros fazem dela.
A ideia de um padrão de beleza massacra personalidades e
auto-estimas; geram dificuldades nos relacionamentos sociais e afetivos e até
mesmo quadros psiquiátricos como consequência da marginalização do que é ser
“diferente". No caso da pessoa obesa, esta sofre preconceitos e é discriminada, pois a
sociedade julga o corpo magro como “normal”, e o corpo gordo como “patológico”. (...)"

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